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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

METROPOLIS de Osamu Tezuka (Spoiler)

19/12/2001

Exibido recentemente em festivais de cinema do Rio de Janeiro e São Paulo, Metropolis é o mais novo tour de force da animação japonesa.

Baseado no mangá original de Osamu Tezuka de 1949 – por sua vez, levemente inspirado no filme alemão homônimo de 1927, dirigido por Fritz Lang –, Metropolis foi levado ao cinema pelo célebre Katsuhiro Otomo, o criador de Akira, que atualizou a história para o público atual.

E do que se trata a trama&qt&

Tudo se passa na cidade retro-futurista de Metrópolis, na qual convivem humanos e robôs. Estes são considerados uma casta inferior e usados basicamente como trabalhadores. O homem mais rico da cidade, o Duque Red, constrói uma enorme torre denominada Ziggurat. Na verdade, trata-se de uma terrível máquina de destruição disfarçada. O Duque pretende colocar no centro do Ziggurat um robô criado à imagem e semelhança de sua falecida filha Tima. No entanto, Lawton, o construtor desse robô, é um cientista criminoso perseguido por um detetive e seu sobrinho Kenishi. O vilão morre em um incêndio e, na confusão que se segue, Kenichi e Tima perdem-se juntos nos confins da cidade. O amor surge entre os dois, mas o cruel comparsa do Duque, seu filho adotivo Rock, não pretende deixar Tima escapar. E este é só o início do filme!

A história possui numerosas tramas paralelas, mas não é demasiado complexa. Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, algumas situações e personagens são desnecessárias para o desfecho final. Este, porém, é o único senão do filme.

A animação é magnífica! Ela combina técnica clássica com os mais modernos avanços digitais de forma harmoniosa e eficiente. Ponto, portanto, para o diretor, o veterano Rintaro (pseudônimo de Shigeyuke Hayashi), discípulo de Tezuka e diretor de inúmeros animes clássicos.

A fusão das duas técnicas é mais evidente no visual das personagens, fiel ao traço original de Osamu Tezuka, bastante caricatural. Eles se movem naturalmente na ambientação hiperrealista da cidade. Esta fusão harmoniosa é fruto dos cinco anos na produção do anime, tempo extremamente bem empregado.

CARISMA, VIRTUDES E DEFEITOS

As personagens, por sinal, são bastante carismáticas. Do insensível Duque Red, passando pela etérea Tima e chegando a Rock (que, apesar de seu visual “bonitinho”, é um dos vilões mais sacanas da história do anime!), todo o elenco tem virtudes e defeitos, característica que afasta Metropolis do maniqueísmo de muitos animes e das produções da Disney.

Aliás, Metropolis parece feito sob encomenda para bater os filmes da Disney. Sem a violência exagerada da maior parte dos animes – incluindo o recente Princesa Mononoke (ainda inédito por aqui), do normalmente pacifista Hayao Miyazaki – e com uma trama que pode ser apreciada tanto por adultos quanto por crianças, a obra é o tipo de desenho animado para todas as idades que deu fama à produtora americana... no entanto amplamente superior a qualquer um de seus trabalhos recentes!

Curiosamente, o filme não teve o desempenho esperado nos cinemas japoneses, sendo batido pelo novo longa de Miyasaki (Spirited Away é o título em inglês) e pelo mais novo Pokémon.

Vale a pena mencionar também a trilha sonora de Toshiyuki Honda, que inclui vários estilos musicais da época da criação da história original e reforça o clima retrô. O uso da música “I Can’t Stop Loving You”, de Ray Charles no momento mais climático foi um toque particularmente genial e resultou, ao menos na sessão que acompanhei, em uma longa e merecida ovação da platéia.

No geral, uma brilhante adaptação de um trabalho menor de Osamu Tezuka, com uns poucos defeitos menores contrabalançados por vários momentos de genialidade. Ao todo, resulta em um dos melhores longas de animação do Japão em todos os tempos. Lamentavelmente, dificilmente será exibido outra vez no Brasil. Se puder assistir, vá e leve a família!


( Fonte: http://www.omelete.com.br/cine/10000611.aspx )

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Garoto (1921)


















O filme começa com um letreiro dizendo que traz "um sorriso e talvez uma lágrima", uma boa definição deste que talvez seja o filme de Chaplin que melhor equilibre humor e sentimentalismo e um dos que melhor envelheceu.

Inicialmente concebido como um curta, acabou ficando um ano em produção e tornando-se o primeiro longa do diretor (o que era uma ousadia na época), extremamente elaborado; o perfeccionista Chaplin filmou mais de 50 vezes a metragem total do filme até ficar satisfeito com o resultado. Além disso, boa parte da magia deve-se ao menino Coogan (1914-84), ótimo ator e que fazia uma perfeita combinação com Chaplin (o filme tornou-o um astro muito popular no período mudo até decair na adolescência; anos depois sua família gastaria todo o dinheiro que ele ganhara, provocando a criação de uma lei para proteger atores infantis de seus pais ambiciosos, até hoje chamada de Coogan Act; mais tarde ele teria novamente popularidade como o Tio Fester da série de TV "A Família Addams").

O filme foi feito num momento delicado da vida de Chaplin, quando tinha problemas no casamento (sua futura esposa Lita Grey aparece no filme, como o anjo coquete que tenta seduzi-lo na seqüência do sonho) e seu filho nascido com problemas de formação morrera após três dias de vida. Isto mais as óbvias semelhanças entre o filme e a infância miserável do diretor em Londres, onde também foi tomado da mãe e enviado para um orfanato, podem explicar o extremo vigor e carinho com que abordou o projeto e a perfeição do resultado, sem dúvida um dos pontos altos de sua carreira e um de seus maiores sucessos de bilheteria.

Por: Rubens Ewald Filho

(Fonte: http://cinema.uol.com.br/dvd/o-garoto-1921.jhtm)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

#10 - MILK


Uma cinebiografia de Harvey Milk (1930-1978), político norte-americano que assumiu sua homossexualidade publicamente nos anos 70, sendo o primeiro homossexual assumido a ser eleito a um cargo público nos Estados Unidos. No ano seguinte, Milk foi assassinado por um adversário de carreira política desconsolado com a perda nas urnas.


Ficha Técnica
Título original:
Milk
Gêneros:
Biografia, Drama
Tempo:
126min
Ano:
2008
Direção:
Gus Van Sant
Roteiro:
Dustin Lance Black
Elenco:
Elenco:
Sean Penn (Harvey Milk)
Emile Hirsch (Cleve Jones)
Josh Brolin (Dan White)
Diego Luna (Jack Lira)
James Franco (Scott Smith)
Alison Pill (Anne Kronenberg)
Victor Garber (Mayor George Moscone)
Denis O'Hare (State Senator John Briggs)
Joseph Cross (Dick Pabich)
Stephen Spinella (Rick Stokes)
Lucas Grabeel (Danny Nicoletta)
Brandon Boyce (Jim Rivaldo)
Howard Rosenman (David Goodstein)
Kelvin Yu (Michael Wong)
Jeff Koons (Art Agnos)